Greenpeace pede que Argentina retire apoio aos EUA na Organização Mundial do Comércio

Notícia - 8 - set - 2003

A dois dias do início da 5ª reunião interministerial da OMC (Organização Mundial do Comércio) em Cancún (México), o Greenpeace voltou a pedir ao governo argentino que retire seu apoio aos EUA, na demanda contra a União Européia para que ponha fim à moratória contra os cultivos transgênicos.

Diante da Secretaria de Agricultura, 25 ativistas vestidos de "lobistas" da indústria de biotecnologia - entre eles o presidente George W. Bush - forçaram bebês de boneco a alimentar-se com sementes transgênicas. Em uma reunião com o chanceler Rafael Biesa, o Greenpeace apresentou seu posicionamento na expectativa de que a Argentina retire-se do processo, dado que ainda está em tempo para tanto.

Para a entidade, as indústrias de sementes geneticamente modificadas utilizam qualquer ferramenta a seu alcance para impor seus produtos a todos os mercados. O Greenpeace também acredita que o apoio argentino ao governo americano é injustificado e irracional, mesmo do ponto de vista do interesse comercial da Argentina, cujas exportações agrícolas não foram afetadas pela moratória européia.

A Argentina se juntou aos EUA na demanda no último mês de maio, poucos dias antes de o governo de Eduardo Duhalde assumir a presidência do país. "A ação dentro da OMC coloca acordos ambientais globais em risco, além de debilitar a autonomia dos países, sobretudo os subdesenvolvidos", disse Daniela Montalto, responsável pela Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace Argentina.