Greenpeace comemora proibição de transgênicos no Paraná

Notícia - 15 - out - 2003

O Greenpeace recebeu com bons olhos a notícia da aprovação de uma lei estadual no Paraná que proíbe o plantio, a comercialização e a industrialização de soja transgênica em todo o território do Estado. A lei, aprovada ontem (14/10) pela Assembléia Legislativa, também proíbe a utilização dos portos paranaenses na importação ou exportação de produtos com organismos geneticamente modificados (OGMs).

"A Assembléia votou com o Paraná. É isso o que todos esperávamos. Livres dos transgênicos estaremos também livres daqueles que pretendiam, e ainda pretendem, submeter os nossos agricultores à armadilha da semente transgênica", afirmou Roberto Requião, governador do Paraná (1), que é atualmente o segundo maior Estado produtor de soja no Brasil.

Apesar da Medida Provisória 131 (25/09) liberar o plantio de soja transgênica na safra de 2003/2004 para os produtores que já possuíam sementes geneticamente modificadas, os Estados podem, se acharem conveniente, criar medidas mais restritivas que a legislação federal.

"Como eu disse repetidas vezes, não se trata de uma postura fundamentalista, nem de intransigência. Pesam, também, fortes razões comerciais", explicou Requião. Para o governador, na medida em que o mundo todo souber que o Paraná está livre da soja transgênica, as possibilidades do produto paranaense no mercado internacional crescerão.

"Essa é a tendência para todo o Brasil, na verdade. O Greenpeace vem alertando sobre isso já há algum tempo", disse Gabriela Vuolo, assessora da campanha de engenharia genética do Greenpeace. "Em 2002, lançamos um relatório que evidencia as vantagens comparativas da soja não transgênica no mercado internacional. Esperamos que o governo federal preste atenção no exemplo que vem do Paraná e pense nos benefícios ambientais, sociais e econômicos de manter o Brasil livre de transgênicos".