Greenpeace, ao lado do CREA-BA e outras organizações, faz protesto em Salvador

Notícia - 19 - nov - 2003

O Greenpeace, juntamente com os participantes do Encontro Estadual de Vigilância Ambiental em Agrotóxicos, realizaram hoje uma ação em um supermercado de Salvador para protestar contra os alimentos transgênicos. Os ativistas do Greenpeace pregaram rótulos em produtos da lista vermelha do Guia do Consumidor -lista de produtos com ou sem transgênicos, e distribuíram o Guia para os consumidores presentes no local. Os ativistas também tentaram devolver ao estabelecimento itens que podem ter sido fabricados com matéria-prima geneticamente modificada e entregar uma carta à gerência, mas o estabelecimento não aceitou a devolução dos produtos e não recebeu a carta. Em frente ao supermercado, participantes do seminário, em sua maioria representantes de entidades locais, exibiram faixas e cartazes expressando sua indignação pela liberação precoce da soja transgênica no país, e pela falta de cumprimento da lei de rotulagem.

A atividade do Greenpeace faz parte da campanha Consumidores em Ação, lançada no Dia Mundial da Alimentação (16/10), em Brasília. A campanha tem o objetivo de alertar os consumidores sobre produtos que podem conter transgênicos, e motivar o debate e a participação da população na discussão sobre o assunto. A nova campanha, cujo slogan é Transgênicos: não engulo essa!, já passou por Cuiabá, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Brasília, e visitará ainda capitais de outros Estados brasileiros.

"A Bahia é um dos Estados onde encontramos a maior mobilização de entidades locais em torno da questão dos transgênicos. O esclarecimento da população e dos governantes baianos deve ser prioritário, se não quisermos engolir os transgênicos sem rotulagem, sem estudos de impacto ambiental e sem avaliações de segurança à saúde", afirmou a coordenadora da Campanha de Consumidores do Greenpeace, Tatiana Carvalho.

Logo após a ação, foi realizada uma manifestação contra os transgênicos do lado de fora do supermercado. O CREA-BA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura da Bahia), representante da rede Brasil Livre de Transgênicos, estava entre as entidades participantes.

"Um país não pode ter a sua produção de alimentos condicionada por empresas privadas, principalmente de capital estrangeiro. Isso compromete a nossa soberania", afirmou Maria Higina Nascimento, engenheira agrônoma do CREA-BA.