Dafap's é a mais nova integrante da lista verde do Guia do Consumidor

Notícia - 21 - abr - 2008
Empresa de alimentos afirma seu compromisso em não usar matéria-prima transgênica em seus produtos em respeito aos consumidores e meio ambiente.

O Guia do Consumidor conta com mais de 100 empresas atuantes no mercado brasileiro, o que significa mais de 200 marcas de produtos que estão livres de transgênicos.

Mais uma empresa entrou para a lista verde do Guia do Consumidor do Greenpeace, que relaciona os fabricantes e seus produtos que estão livres de matéria-prima transgênica. Agora foi a vez da Dafap's, companhia de produtos alimentares diversos - de cereais, farinhas e pipocas a temperos e ração para pássaros.

Em fevereiro, o grupo Arcor (um dos líderes do mercado brasileiro de guloseimas, biscoitos, chocolates e alimentos em geral) também saiu da lista vermelha, ao apresentar a documentação necessária comprovando que seus produtos não eram fabricados com matéria-prima geneticamente modificada.

No total, hoje, o Guia do Consumidor conta com mais de 100 empresas atuantes no mercado brasileiro, o que significa mais de 200 marcas de produtos que estão livres de transgênicos.

"Estamos muito felizes com mais essa inclusão na lista verde de nosso Guia do Consumidor, que mostra a preocupação da empresa em respeitar seus consumidores e também o meio ambiente", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do Greenpeace Brasil.

O Guia do Consumidor foi instituído pelo Greenpeace em 2002 e desde então tem ajudado os consumidores brasileiros a se informarem sobre a real composição dos produtos vendidos no país. A lista ganha especial importância por conta do desrespeito das empresas à Lei de Rotulagem, que vigora no Brasil desde 2004. Desde então, apenas duas empresas - Cargill e Bunge - rotularam alguns produtos (óleos de soja), e mesmo assim sob pressão de uma decisão judicial.

Essa decisão judicial aconteceu depois que o Ministério Público de São Paulo, baseado em denúncia feita pelo Greenpeace em 2005, entrou com ação civil pública (em 2007) exigindo que a Bunge e a Cargill rotulassem os óleos de soja Liza e Soya, ambos produzidos com soja transgênica.

De acordo com a Lei de Rotulagem, todos os produtos fabricados com mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificadas devem trazer essa informação no rótulo, por meio de um símbolo (um triângulo amarelo com um T no meio).

"As empresas têm desrespeitado o direito dos brasileiros de serem informados sobre o que estão comprando, tirando assim o seu direito de escolha. Isso está garantido pelo Código de Defesa do Consumidor e precisa ser respeitado", afirma Vuolo.