Riquezas naturais no mar e na terra: a costa dos Corais da Amazônia

Adicionar comentário
Notícia - 26 - jan - 2017
Ao norte do Brasil, no litoral onde estão os recém-descobertos recifes dos Corais da Amazônia, há peixes-boi, gente encantadora e até foguetes. Conheça algumas curiosidades dessa incrível e bela região do planeta, pouco conhecida até mesmo da maioria dos brasileiros e que merece ser protegida

A Reserva Biológica do Lago Piratuba, no Amapá, fica na Foz do Amazonas, repleta de mangues e áreas inundáveis. Foto: Rogério Reis / Tyba / Greenpeace

O navio Esperanza zarpou do porto de Santana, em Macapá, no último dia 23. A expedição faz parte da nossa campanha Defenda os Corais da Amazônia e vai, justamente, rumo a esse recife oculto, para tentar vê-lo debaixo d’água. Apesar do nome, eles não estão nos rios da floresta, mas no mar, numa área de influência do Rio Amazonas.

Ainda assim, o litoral próximo à extensão de todo o recife, é bem singular, com riquezas naturais, culturais e até foguetes! E essa bela região, de onde depende a sobrevivência de muitas comunidades e uma infinidade de espécies de animais, pode ser impactada pela atividade petrolífera que ameaça chegar na Bacia da Foz do Amazonas.

ASSINE A PETIÇÃO

Conheça dez curiosidades de lá:

1. A maior parte do recife fica na costa do Amapá, um estado no extremo norte do Brasil, com apenas 16 municípios.

A costa do estado do Amapá congrega biomas variados, como mangues e florestas tropicais, e um importante bioma ainda pouco conhecido pela ciência. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

 2. A população estimada do Amapá é de 780 mil habitantes. É o estado com a quinta menor concentração de pessoas por quilômetro quadrado (4,6 habitantes por km2).

3. A capital é Macapá, por onde passa a Linha do Equador. Por isso, quase todos o recife está no hemisfério norte!

4. No Amapá vivem várias espécies de animais em risco de extinção. Alguns exemplos são: o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) e o peixe-boi-amazônico (Trichechus inunguis), a ariranha (Pteronura brasiliensis), o tracajá (Podocnemis unifilis), a tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e a tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea).

Peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) é uma das espécies que habitam a costa do Amapá Foto: Zig Koch

 5. A pesca é uma das principais atividades econômicas do estado. E há uma forte presença da pesca tradicional, realizada por comunidades ribeirinhas. Há muita pesca de lagosta por ali. E a presença desses crustáceos era uma das pistas para a ocorrência de corais na região.

Pescadores na cidade de Calçoene. O Amapá está no foco da indústria petrolífera, que tem planos de explorar o combustível fóssil em sua costa, colocando em risco o modo de vida de populações tradicionais e o ecossistema. Foto: Victor Moriyama/Greenpeace

 6. Está no Amapá o ponto onde o Brasil começa: o Oiapoque! Daqui alguns dias, o navio Esperanza vai chegar lá!

7. Ali também fica o Parque Nacional do Cabo Orange, uma Unidade de Conservação que se estende por 200 km no litoral. Está exatamente de frente para os blocos em que a Total e a BP querem explorar petróleo em breve.

O Parque Nacional do Cabo Orange é uma importante área de proteção na região. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

 8. O Parque abriga a maior área contínua de mangues protegidos do mundo. Há faixas que chegam a 10 km de extensão. Esses mangues, até agora estão super bem preservados.

Maior área contínua de mangue do planeta no Parque Nacional do Cabo Orange. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

 9. O Oiapoque é vizinho da França! Isso porque faz fronteira com a Guiana Francesa, que foi colônia do país europeu até 1947. Hoje, é considerado um “departamento ultramarino francês”, ou seja, é parte do país e, logo, da União Europeia.

 10. Na Guiana Francesa fica um centro de lançamento de foguetes. Considera-se ali uma localização boa para este tipo de atividade. Mas nem sempre isso é bom. Há inúmeros relatos de pedaços de foguetes que caem no mar brasileiro e são levados pelas correntes para a costa e os mangues do Cabo Orange. 

Guarás e Garças sobrevoam área de mangue no Parque Nacional do Cabo Orange. Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

 

Nenhum comentário encontrado. Adicionar comentário

Postar um comentário 

Para postar um comentário, você precisa estar logado.