Países do G7 investem pouco em renováveis

Notícia - 5 - jun - 2015
Reunião das sete nações mais poderosas é chance de virar o jogo e assumir compromisso pela proteção climática a longo prazo

Protesto do Greenpeace em encontro do G7 em Roma, na Itália (2014), pedindo para o grupo incentivar as energias renováveis (© Lorenzo Moscia / Greenpeace)

Com encontro marcado para esse final de semana (7 e 8 de junho) na Alemanha, os sete maiores países industrializados do oeste, o conhecido G7, está longe de tomar medidas efetivas para a expansão de energias renováveis, a fim de reduzir significativamente as emissões de CO2. A fatia dessa fonte de energia (excluindo força hídrica) nos países do G7 cresceu meros 8% em 2013, enquanto a taxa de emissão de gases de efeito estufa caiu apenas 1,3% quando comparamos os números de 2012 com os do ano de 1990. No entanto, o tema a ser debatido pelo seleto grupo será justamente “Proteção Climática”.

Coordenador internacional de políticas climáticas do Greenpeace, Martin Kaiser disse que o G7 deveria ser referência na transição para energias renováveis: “é uma responsabilidade moral e social desses países”. Kaiser cita também a líder alemã Angela Merkel. “Se ela quiser, pode ser ‘Chanceler do Clima da Alemanha’, incentivando os outros líderes a se comprometerem com energia 100% renovável”.

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Os países do G7 representam apenas 10% da população global, mas são responsáveis pela emissão de mais de 26% dos gases de efeito estufa do planeta. Sem contar que a essas nações cabe a responsabilidade de liderar o processo de proteção climática. O Greenpeace analisou o ritmo de expansão de energia renovável de casa país do grupo: enquanto Alemanha, Itália e Reino Unido progridem velozmente, a expansão da fonte nos Estados Unidos, Japão, França e Canadá é de longe menos ambiciosa.

“Os recursos e a alta capacidade tecnológica dos países do G7 seriam totalmente desperdiçados caso não se chegue a um acordo”, pontuou Kaiser, destacando que as ações nacionais de Merkel pelo clima teriam de ser um reflexo de seus compromissos internacionais. “Enquanto a Chanceler enfatiza uma redução a longo prazo de CO2 até zero em nível internacional, ela não toma medidas concretas dentro de sua própria casa”, critica Kaiser. Recentemente, uma proposta de sobretaxar as usinas térmicas à carvão da Alemanha não recebeu aval de Merkel.

A frente do encontro, o governo alemão pressiona os membros do G7 por uma ambiciosa proteção climática a longo prazo. No entanto, aparentemente o Canadá e o Japão recusaram as metas, e os Estados Unidos ainda não se manifestaram.

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