Mais agrotóxico no prato: PL do Veneno caminha à passos largos

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Notícia - 24 - abr - 2018
URGENTE: Pressão exercida pela sociedade ajudou a evitar a votação, mas Bancada Ruralista busca aprovação a qualquer custo

Atualizado dia 08/05/2018 às 22h

Já faz tempo que o Greenpeace vem alertando sobre a volta da tramitação do Pacote do Veneno no Congresso. A bancada ruralista está querendo desmantelar a atual Lei de agrotóxicos para atender aos interesses do setor, sem sequer deixar claro à população que isso significa mais veneno no nosso prato e sérios riscos para nossa saúde!

Ao contrário do que vem dizendo a Presidente da Comissão Especial que analisa a matéria, a deputada Tereza CRistina (DEM/MT), e também do relator do parecer do projeto, o deputado Luiz Nishimoro, o pacote de medidas não traz modernização e nem desburocratização, mas sim um verdadeiro desmonte da lei atual de agrotóxicos, que oferece alguma proteção - mesmo que limitada - à população, embora a fiscalização e o controle do uso dessas substâncias ainda esteja muito aquém do necessário.

Para o Ministério Público Federal, a proposta é inconstitucional, o Instituto Fiocruz defende que as medidas trariam “riscos icomensuráveis”. Mais de 100 mil pessoas já assinaram contra a proposta e cerca de 280 organizações da sociedade civil também se posicionaram contra Pacote do Veneno em um manifesto.

A verdadeira modernização da agricultura seria investir na produção sem veneno, dando às técnicas de base ecológica a mesma oportunidade que é dada à agricultura convencional. Moderno é investir no que é justo, sustentável e saudável!

Uma vez colocado em votação, as chances do PL ser aprovado e seguir direto para a plenária é grande, por isso temos que seguir pressionando, acione os parlamentares. 

A pressão exercida pela população ajudou a evitar a votação de hoje (8). Mas isso não significa que eles desistiram e nas próximas semanas estes mesmos deputados podem determinar que você coma mais veneno, você, sua família, nossas crianças! É preciso continuar atento!

O Greenpeace, junto de uma rede de organizações,  continuará monitorando e lutando contra esse retrocesso. Continuaremos atualizando a situação em nossos canais. Fique ligado.

Não vamos deixar que o Pacote do veneno seja aprovado!

Entenda o caso: o que é o PL do Veneno

O Projeto de Lei 6299/02, mais conhecido como PL do Veneno, encontra-se em fase final de análise na Comissão Especial Deliberativa da Câmara dos Deputaddos desde o início de maio. Se o pacote de medidas for aprovado, o Brasil, que já é um dos campeões mundiais em uso de agrotóxicos, abrirá ainda mais suas portas para essas substâncias.

Entre os pontos que podem ser alterados pelo PL, que reúne todo o tipo de anexo absurdo sobre o tema, estão a mudança do termo “agrotóxico”, que passaria a chamar “defensivo fitossanitário”, em uma clara tentativa de mascarar sua nocividade, afastando informações essenciais à escolha do consumidor, e desconsiderando os impactos à saúde e ao meio ambiente no processo de aprovação de novas substâncias. A proposta é tão surreal, que garante o registro de substâncias comprovadamente cancerígenas, quando o risco for “aceitável”, sem esclarecer, claro, quem vai decidir o que é aceitável.

“Este pacote vai totalmente na contramão do que a sociedade quer. O que precisamos urgentemente é aprovar medidas e políticas para diminuir a quantidade de veneno no campo de forma gradual e responsável, e não aumentar cada vez mais o uso dessas substâncias. Como a gente já vêm mostrando, os agrotóxicos têm ido parar no nosso prato e colocam em risco a nossa saúde e a de nossas crianças. A quem interessa esse futuro?”, comenta Marina Lacôrte, da campanha de Agricultura e Alimentação do Greenpeace.

Ao contrário do que o agronegócio costuma afirmar, essa não é a única forma de se produzir alimentos, pelo contrário. O uso de pesticidas perpetua um modelo de produção agrícola altamente impactante e que coloca em risco o futuro da nossa produção e de nossas condições de vida, atendendo apenas aos desejos da indústria e da Bancada Ruralista, enquanto existem outros caminhos viáveis, socialmente e ambientalmente mais justos de colocar comida na mesa de nossa população. Este é justamente o objetivo da PNARA, a Política Nacional de Redução de AgrotóxicosAcolhida no início de 2017 pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a PNARA aguarda há mais de um ano a instalação de uma Comissão Especial para começar a tramitar.

- Se vc ainda não assinou

 Assine a Petição  

#ChegadeAgrotóxicos

 

Cidadãos de 2ª classe?

Muitos países vem trabalhando na redução e até na proibição de agrotóxicos, mostrando que esta é uma solução viável. Enquanto isso, no Brasil, nossa classe política quer nos tornar consumidores solitários de venenos já proibidos em todo o mundo. Será que nossos políticos consideram que nossa saúde e nutrição não tem a mesma importância?

Não podemos permitir que este projeto siga adiante. Ajude a pressionar os membros da comissão, pedindo aos deputados que respeitem a vontade da sociedade e votem contra o parecer. Nós não queremos mais veneno no nosso prato! Nossa comida, nossa decisão!

Pressione os deputados:

Tereza Cristina
Luiz Nishimori
Valdir Colatto
   
Raimundo Gomes de Matos
Elvino José Bohn Gass
Adilton Sachetti
Arnaldo Faria de Sá
César Halum
Covatti Filho
Helio Leite
Luis Carlos Heinze
Rogério Peninha Mendonça
Sérgio Souza
Zé Silva
Aelton Freitas
Evandro Roman
João Daniel
Marcos Montes
Padre João Lula
Alessandro Molon
Heitor Schuch
Luiz Carlos Hauly
Sarney Filho
Afonso Motta
Victório Galli
   
Chico Alencar
Nilto Tatto
Augusto Carvalho
Carlos Henrique Gaguim
Celso Maldaner
Jerônimo Goergen
Josué Bengston
Mandetta
Onyx Lorenzoni
Altineu Côrtes
Patrus Ananias
Paulo Teixeira
Domingos Sávio
Júlio Delgado
Nilson Leitão
Odorico Monteiro
Shéridan
Assis do Couto
Adalberto Cavalcanti

 

Você pode também pressionar as lideranças partidárias da Câmara dos Deputados:

AVANTE – Luís Tibé
(61) 3215-5632

DEM – Rodrigo Garcia
(61) 3215-9265/9281

PDT – André Figueiredo
(61) 3215-9700/9701/9703

PMDB – Baleia Rossi
(61) 3215-9181/80

PP – Arthur Lira
(61) 3215-9426

PR – José Rocha
(61) 3215-9550

PRB – Celso Russomano
(61) 3215-9880/9882/9884

PSB – Júlio Delgado
(61) 3215-9650

PSD – Domingos Neto
(61) 3215-9060/9070

PSDB – Nilson Leitão
(61) 3215-9345/9346

PSL – Delegado Francischini
(61) 3215-5265

PSOL – Ivan Valente
(61) 3215-9835

PT – Paulo Pimenta
(61) 3215-9102

PTB – Jovair Arantes
(61) 3215-9502/9503

PV – Leandre
(61) 3215-9790

SD – Wladimir Costa
(61) 3215-5343

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