Ativistas presos por bloqueio de navio

Notícia - 27 - fev - 2012
A atriz Lucy Lawless e mais seis ativistas do Greenpeace da Nova Zelândia foram presos por bloquear navio da Shell que explorará petróleo no Ártico

Após 77 horas de resistência pacífica no topo de navio da Shell, a polícia prendeu os ativistas. (©Greenpeace/Nigel Marple)

Terminou na manhã de hoje a ocupação pacífica de um navio petroleiro da Shell, na Nova Zelândia, por sete ativistas do Greenpeace, entre eles a atriz Lucy Lawless, da série “Xena, a Princesa Guerreira”. Após 77 horas de resistência no topo da torre de perfuração de 53 metros, a polícia invadiu o navio e prendeu o grupo.

A ocupação do navio foi uma resposta do Greenpeace à decisão da Shell de perfurar petróleo próximo à costa do Alaska. O navio se preparava para seguir em direção ao mar de Chukchi, na costa do Alaska, onde se prevê a perfuração de três poços neste verão.

“Este capítulo acabou, mas a história da batalha para salvar o Ártico está apenas começando”, disse Lawless, antes de ser presa. “Nós continuaremos a ser solidários com as comunidades e espécies que dependem do Ártico para a sua sobrevivência até que a Shell cancele seus planos de perfurar neste mundo mágico e mude para a exploração de energia limpa e sustentável.”

Apesar do movimento de ocupação ter sido pacifico, sem qualquer incidente, os promotores neozelandeses estão acusando os ativistas por roubo. O Greenpeace, entretanto, insiste que nenhuma propriedade foi levada ou danificada durante a ocupação.

Ao longo da ocupação, mais de 135 mil ciberativistas enviaram e-mails para a Shell pedindo que seus planos de perfurar no Ártico sejam abortados. Também pelo Twitter, milhares de internautas comentaram os protestos usando a hashtag #savethearctic. Celebridades como Jared Leto e a página oficial dos Beatles também postaram mensagens a respeito para os seus seguidores.

"Fizemos o que viemos fazer", disse Lawless. “Juntos enviamos uma mensagem clara para a Shell, que ecoou em todo o mundo: é hora de impor um limite e dizer basta."

A decisão da multinacional anglo-holandesa Shell de perfurar poços de petróleo na costa do Alaska pode levar a uma corrida pelo óleo sem precedentes na região. Mas as baixíssimas temperaturas, condições meteorológicas extremas e uma localização muito remota tornam a operação muito arriscada. Qualquer vazamento pode representar um dano irreversível ao ecossistema do Ártico. A contenção e a limpeza são praticamente impossíveis.