A preparação para colocar o submarino na água começa às 6h e normalmente às 7h30 ele está no mar. A condição do tempo é determinante para lançar o veículo, mas chuva não é o problema e sim o tamanho das ondas e a velocidade do vento

O submarino é lançado do navio Esperanza com o uso de um guindaste. Foto: Marizilda Crupe / Greenpeace

Sempre que vamos lançar o submarino na água, colocamos um bote no mar com dois marinheiros que fazem a segurança. Eles também recolhem o mergulhador que vai para a água retirar os cabos do guindaste que prendem o submarino ao navio.

Eu já tinha visto esta operação que vem se repetindo todos os dias, várias vezes, sob diversos pontos: na parte mais alta do navio, no mesmo nível onde ele fica “estacionado” e no deck inferior. Só faltava ver como seria a partir do bote de segurança. Lá fui eu, com a Cristine, uma marinheira alemã, e o Jonathan, um marinheiro neozelandês. Com capacete e colete salva-vidas, entrei no bote pela primeira vez, que foi levado ao mar também por um guindaste guiado pelo Eric, um querido filipino sempre bem humorado.

 

Mergulhadores na água dão assistência para desconectar o submarino do navio. Foto: Marizilda Crupe / Greenpeace

 O navio balança sim, mas aquele bote C-H-A-C-O-A-L-H-A. O botinho inflável e motorizado, solto no meio das ondas, é jogado de um lado para o outro sem dó. Enquanto isso o cientista e o piloto que descerão no submarino se preparam para o mergulho ainda no navio.

Nesta ocasião, os marinheiros aproveitaram o bote estava no mar para praticar a direção e treinar manobras – alguns verdadeiros cavalos de pau para escapar de ondas grandes. Se eu achava que já estava chacoalhando, RÁ!, ainda não sabia de nada. Conforme avançávamos no mar e as ondas ficavam maiores, sentia um misto de animação com “Meu Deus, que loucura!”. A cada onda que passávamos meu estômago se deslocada entre a cabeça e os meus pés, UAU...”

Assim que ouvimos no rádio a autorização para lançar o submarino na água, nos aproximamos do navio e ficamos à espera. Quando essa cápsula vermelha toca a água, o mergulhador pula do navio e vai em direção a ela, tira os quatro cabos que o prendem, e pronto. O submarino está pronto para ser engolido pelas profundezas oceânicas. Com pés-de-pato e snorkel, nosso mergulhador nada de forma tão ágil até nosso bote que ganhou o apelido de “peixinho”.

 

Um bote de apoio sempre acompanha toda a operação e resgata os mergulhadores da água. Foto: Marizilda Cruppe/ Greenpeace

 Todos os dias de mergulho é esta mesma “rotina”. Incrível, né? Graças a esse submarino é que temos conseguido obter as primeiras imagens dos Corais da Amazônia. Em breve, vamos contar todo o aparato tecnológico que ele carrega.

Continue conosco nessa aventura e se ainda não assinou a petição pela defesa dos Corais da Amazônia, a hora é agora. Compartilhe e nos ajude a eliminar essa ameaça do petróleo que paira sobre eles.

Juliana Costta é Social Media no Greenpeace Brasil e está a bordo do Esperanza